Chama-se OWNEST e já está a transformar o setor da construção. A promotora imobiliária, que entrou recentemente no mercado nacional, nasceu com o intuito de oferecer aos consumidores casas que, mais do que uma habitação, são verdadeiros refúgios. Privilegiando a utilização da tecnologia LSF (light steel framing), a OWNEST aposta em construções seguras, de qualidade e sustentáveis, que se adaptam aos seus habitantes.
Em entrevista, Roberto Teixeira, CEO da promotora, fala-nos sobre o seu percurso, o nascimento da marca e a sua visão para o futuro da construção.
Superar desafios para construir diferente: o caminho da OWNEST
Com uma vasta experiência no setor, Roberto Teixeira começou o seu percurso pelo imobiliário com a reabilitação de imóveis e projetos de pequena escala. Foi aí que deu conta do potencial que ainda havia por explorar. “Percebi que havia muito espaço para inovação e melhoria no mercado. Pelo caminho, identifiquei problemas recorrentes, tais como obras que se arrastam, desconforto térmico e acústico, humidade e falta de previsibilidade na entrega”, explica.
Para colmatar essas falhas, e com os olhos postos no futuro do setor, Roberto Teixeira decidiu criar uma promotora imobiliária inovadora, diferente do que se costuma ver por cá. “O ponto de viragem foi perceber que o setor precisava urgentemente de soluções que combinassem rapidez, qualidade e sustentabilidade. A OWNEST nasceu para resolver estas questões de forma direta”, conta o CEO.
Mas o caminho não foi feito sem desafios. Dos investimentos necessários para desenvolver o projeto, à falta de mão de obra e ao normal “pé atrás” perante soluções diferentes das habituais, Roberto Teixeira teve de superar vários obstáculos para que a OWNEST se tornasse o que é hoje.
“Foi necessário realizar um investimento elevado em logística numa fase em que a escala do negócio ainda não justificava plenamente esses custos. Paralelamente, a construção de uma equipa sólida e alinhada com a visão da empresa revelou-se complexa devido à escassez e à rotatividade da mão de obra qualificada no setor. Também se tornou evidente a dificuldade em obter respostas céleres e eficazes de alguns prestadores de serviços, o que comprometia prazos e acrescentava incerteza ao processo. Acresce ainda a natural resistência do mercado a novas soluções ao nível da construção, como o LSF, que exigiu demonstrar, com factos e obra feita, que esta tecnologia era viável e vantajosa. Foi um caminho exigente, mas fundamental para consolidar as bases da OWNEST”, remata.
“Não vendemos apenas casas, vendemos tranquilidade, previsibilidade e um estilo de vida moderno”. – Roberto Teixeira, CEO da OWNEST
Apesar de todas as dificuldades, a OWNEST cresceu e tem vindo a destacar-se e a transformar um setor crítico que, até aqui, se conformava com os padrões tradicionais. “O que nos diferencia é a forma como encaramos cada projeto. Trabalhamos com um sistema construtivo que reduz significativamente o tempo de obra, melhora o conforto térmico e acústico e garante uma durabilidade superior face à construção dita mais tradicional. Ao mesmo tempo, conseguimos minimizar o impacto ambiental, com menos desperdício e menor consumo de recursos”, afirma o CEO da OWNEST.
A tecnologia que redefine a forma de construir e habitar
A OWNEST é uma marca que pretende simplificar a forma como as pessoas adquirem e constroem as suas casas. Por isso, a escolha pelo LSF foi óbvia logo desde o início. Com esta tecnologia, a OWNEST é capaz de assegurar rapidez e eficiência na construção, enquanto cria espaços acolhedores que garantem resistência e bem-estar.
“O LSF reúne tudo o que considero fundamental para o futuro da habitação: eficiência, sustentabilidade e conforto. Permite reduzir o tempo de obra até 50%, garante classificação energética A ou A+, usa materiais recicláveis, consome menos 85% de água em obra e oferece uma maior resistência a sismos e humidade”, refere Roberto Teixeira.
“Ao conhecer o potencial do LSF, ficou claro que poderíamos mudar a forma de construir em Portugal.” – Roberto Teixeira, CEO da OWNEST
Apesar de ainda não se ter massificado no mercado nacional, Roberto Teixeira acredita que há espaço para as construções em LSF em Portugal e que, aliás, esta tecnologia vai ser cada vez mais adotada. “À medida que as pessoas conhecem as vantagens e experienciam este tipo de habitação, a aceitação cresce. Em muitos mercados avançados, como o norte-americano ou o nórdico, o LSF já é a norma. Em Portugal, acredito que vai ganhar terreno muito rapidamente, porque responde às preocupações atuais: conforto, eficiência, sustentabilidade e valorização do imóvel ao longo do tempo”.
O futuro da construção em Portugal
O mercado imobiliário nacional tem sido tema de discussão quase diário pelas dificuldades com que se tem vindo a deparar. “O setor enfrenta escassez de mão de obra qualificada, o aumento do custo dos materiais e uma burocracia que atrasa a concretização de projetos. Para além disso, existe uma pressão crescente para reduzir a pegada ambiental, o que obriga a repensar processos e materiais”, explica Roberto Teixeira. Por isso, é necessário encontrar alternativas inovadoras e revolucionárias. “É aqui que tecnologias como o LSF podem ser decisivas, ao trazer soluções mais rápidas, limpas e eficientes”.
De facto, para Roberto Teixeira, a industrialização da construção está já a alterar a forma como se constroem casas e vai ser uma aposta cada vez maior no futuro. “A industrialização permite maior precisão, menos desperdício e prazos de execução muito mais curtos. No LSF, por exemplo, grande parte da estrutura é preparada em ambiente controlado antes de chegar ao terreno, o que reduz erros e aumenta a qualidade final. É um caminho sem retorno, porque beneficia tanto quem constrói como quem vai habitar”.
Assim, Roberto Teixeira vê o futuro da construção nacional com otimismo. “Vejo um setor mais tecnológico, mais industrializado e mais orientado para a sustentabilidade. A procura por casas eficientes e confortáveis vai continuar a crescer e os consumidores serão cada vez mais exigentes quanto à qualidade e transparência do processo. Acredito que quem investir hoje em soluções inovadoras estará à frente nos próximos anos”, conclui o CEO da OWNEST.

